sexta-feira, 17 de junho de 2011
Se está tudo quieto, certamente há algo errado. Não falta devaneio, muito pelo contrário. E o que me intriga é exatamente isso: silêncio onde há barulho demais. Talvez eu tenha perdido o tato, não sei. Há muito a ser dito, mas às falta voz, ou algo a impede de sair. A rouquidão me preocupa, isso não está certo. Perco o sono procurando o que perdi, se adormeço é como se não o tivesse feito. Percebe como o silêncio está errado? Há muito a ser dito, escrito. Ocupo-me comigo e esqueço de mim. Vago mecanicamente pelos dias, mas sou instável o suficiente para me arrepender e retomar a voz. Volto a tempo, permito-me ser, tatear o errado, expressar o incerto, porque é assim que tem que ser e cá estou. Não deve e nem pode haver silêncio: sempre há o que ser dito. Se um dia eu me abstiver da escrita, haverá duas hipóteses: ou aprendi a lidar com o que está aqui dentro e o silêncio passou a me bastar, ou me tornei estúpida o suficiente para me acomodar nele. Provavelmente a segunda..
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